quarta-feira, 16 de setembro de 2009

**XIII Parada do Orgulho LGBT de Goiania**


A XIII Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) do município de Goiânia ocorreu no dia 06 de setembro de 2009 com o tema “Criminalização da Homofobia, União Estável e Nome Social” sob a coordenação do FTG (Fórum de Transexuais de Goiás) e contou com a participação de milhares de pessoas, o evento percorreu as principais avenidas do centro da cidade ao som do embalo de diversos trios elétricos.
Vários Casais de gays e lébiscas, travestis e drag queens se reuniram, com muito colorido e demonstrações públicas de carinho, para celebrarem a parada e protestar contra a homofobia a discriminação e a intolerância. Lutando por um mundo mais justo, igualitário.
A “marcha” (parada) contou não só com a participação de homossexuais mais também de um grande numero de heteros que também defendem os direitos desse grupo marginalizado socialmente, lutando por um mundo melhor.
Este ano uma das reivindicações da parada foi a aprovação da lei que equipara homofobia ao crime de racismo, lei que penalizará quem discriminar bi ou homossexuais na capital. Observamos que essa é uma grande oportunidade de reduzir a discriminação, sendo também um momento de conquistar uma sociedade que respeite as diversidades e as diferenças porque as pessoas não são bi ou homossexuais por opção ou por que querem, os homossexuais tambem, são cidadãos e cidadãs e pagam impostos como todas as outras pessoas e muitas vezes são humilhados e agredidos por serem diferentes.
As paradas gays como são mais conhecidas possuem como objetivo principal a luta pela defesa e garantia de direitos aos homossexuais. Esta é a mais antiga e maior manifestação de gays, lesbicas, bissexuais, travestis e simpatizantes do Centro-Oeste.
Segundo a Constituição brasileira em seu 5o artigo todos somos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza sendo garantido o direito á vida, á liberdade, á igualdade, á segurança e a propriedade.
Em outras palavras vivemos em um país laico e democrático que assegura aos indivíduos o exercício dos direitos individuais e sociais bem como o direito á liberdade, á segurança, o bem-estar, á igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos.
Mas na pratica, no dia-a-dia sabemos que as coisas não funcionam bem assim, pois nossa sociedade é fundada no preconceito e na discriminação. São impostos de forma consciente ou inconsciente pela sociedade padrões que quando não seguidos por algum (s) indivíduos (s) estes são marginalizados e intolerados socialmente, como é o caso dos homossexuais.
Muitas barreiras de preconceitos e intolerâncias aos homossexuais já foram transpostos mais ainda tem muito o que se fazer, pois ainda vemos muita discriminação em nossa sociedade.
Muitos adolescentes ainda tem sido expulsos de suas casas por seus pais e/ou familiares por assumirem suas opções sexuais, muitos homossexuais ainda tem sido vitimas de espancamentos e maus tratos pelos chamados pitch boys que ainda não despertaram pelo respeito ao próximo, muitos homossexuais principalmente travestis ainda são rejeitados em empresas tendo que se entregarem a prostituição para garantir sua sobrevivência.
Que sociedade é essa? Eu me pergunto todos os dias, pois nos intitulamos cristãos, erguemos e defendemos a bandeira do cristianismo pregamos e “defendemos” os ensinamentos de Jesus, mas não fazemos o principal que é vivenciá-los, pois o maior ensinamento de cristo foi o de amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, ou seja, que jamais deveríamos fazer aos outros o que não desejaríamos que eles nos fizessem, pois se assim agíssemos viveríamos em um mundo melhor sem preconceitos e discriminação.
Mas as leis materiais e as espirituais só existem em nossas mentes, pois nossos corações ainda se encontram enraizados de ignorância, preconceito e julgamento.
A parada gay de Goiânia ocorreu próximo ao dia 07 de setembro data em que celebramos em 2009 187 anos em que o D. Pedro (Príncipe Regente) as margens do rio Ipiranga (atual cidade de São Paulo) brandou perante sua comitiva o grito de Independência ou Morte que culminado na Independência e na emancipação política do Brasil. Tal episodio tinha como objetivo central a liberdade e a emancipação do Brasil em relação a Portugal, movimento semelhante ao da parada LGBT que luta pela liberdade e garantia de direito aos homossexuais, procurando assim conquista uma sociedade livre das amarras e algemas de intolerância e de discriminação.
Lutar e defender direitos aos homossexuais é mais que um altruísmo é uma luta por um mundo melhor, sem preconceitos, discriminação e intolerância.